Entre culturas
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Julia Schaad, 25 anos, é mestranda em ciências de culturas. Nada incomum para quem já fez faculdade de agronomia, porém o que surpreende é o fato da jovem ter percorrido quase 10 mil quilômetros para chegar ao Brasil, vinda da Suíça, e mais: ter percorrido a América Latina sobre uma bicicleta.

Julia está no Brasil para fazer intercâmbio e, por dois meses, ficará no IFSULDEMINAS - campus Machado, local onde irá aperfeiçoar o conhecimento adquirido nos bancos universitários do seu país de origem.

O intercâmbio

Julia sempre teve interesse em conhecer os solos brasileiros e aprender mais com a nossa cultura, por isso se manteve informada e procurou uma empresa suíça especializada em intercâmbios, a Abipe. “Eu fui selecionada para a vaga através do envio do meu currículo e da minha experiência na área.” Concluiu, satisfeita.

Por que o Brasil?

A mestranda sabe o quanto o país pode lhe oferecer na sua área: “O Brasil é uma paraíso agrícola, o clima aqui é perfeito, os solos são ótimos, eu já sabia um pouco sobre o lugar onde eu faria intercâmbio, mas eu queria conhecer mais. Na minha opinião o Brasil é uma potência agrícola, que no futuro crescerá ainda mais”, enfatizou.

Ensino Suíço

A jovem profissional conta que no país onde ela vive não existe o ensino técnico aliado ao nível médio, prática dos Institutos Federais brasileiros vista como um diferencial no mundo. Ela conta que o aluno, após o Ensino Médio, opta por fazer um curso técnico ou superior. “Na Suíça existe muita teoria e pouca prática, eu gosto de ver, sentir, não apenas ler, isso falta lá. O legal de lá é a infraestrutura, que é boa, bem como as oportunidades pra se aprender outras línguas”, compara.

Ponto de vista sobre o campus

O ensino aqui é muito bom, você vê que os alunos relacionam a todo momento teoria e prática. Na Suíça as faculdades são grandes, no meio da cidade, tem bibliotecas, livrarias, mas não há lugar para a prática. A estrutura do campus Machado é bem grande, e você consegue ver toda uma linha produtiva, o leite vai para o laticínio da escola e vira queijo ou iogurte, que é vendido na cooperativa do Instituto”, elogia.

Texto: Gilberto Todescato (estagiário - Ascom campus Machado)
Revisão: Elisa Franco